terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vídeos do YouTube - Descartes e David Hume


David Hume;

Pessoal que vai fazer avaliação 1º ano vai ajudar...

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O dia de 7 de setembro na escola

Outro dia conversávamos na escola sobre o 7 de setembro, muitos questionamentos surgiram: qual o verdadeiro sentido deste dia, virou meras comemorações, o que de fato aconteceu nesse dia, independência de quê? Hoje, as crianças sabem mesmo o que foi esse dia na nossa história, o que representou o grito de Dom Pedro I “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”! E hoje, esse grito ainda ecoa? Ou foi silenciado por falsas comemorações, de um povo alienado que prefere falsos discursos ao invés de reflexões sobre nossa realidade social e econômica.
É claro, que a partir dessas reflexões, penso ser necessário não sermos coniventes com propostas festivas (meros discursos, desfiles em praça pública, etc.) para esta data tão significativa, é preciso GRITAR, dar a CARA PRA BATER, mostrar que há algo pelo qual precisamos. Queremos a nossa INDEPENDÊNCIA, porque há falta de saúde, educação de qualidade, moradia digna, transporte, trabalho e tantas outras coisas.
Festejar como uma forma de relembrar um GRITO que mudou nossa história é necessário, mas antes disso, lembrar que aquele foi o primeiro de tantos outros GRITOS que precisamos dar para que o nosso Brasil se torne melhor, por isso, a semana da PÁTRIA, não é somente um momento de cantar o HINO por cantar. Não devemos ficar “DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLENDIDO”, mas de mostrar que “VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA” e é nesse sentido que o dia da nossa independência não pode ser mais uma comemoração onde autoridades políticas vão discursar em palanques sem ter clareza da verdadeira democracia representada por milhões de brasileiros, que é cheia de conflitos, que não concorda, que busca melhorias, que sente a necessidade de ser ouvida.
Portanto, pra esse dia 7 de setembro, dia da INDEPENDÊNDIA DO BRASIL, o que realmente anseia por liberdade e independência? Afinal, nesse dia PELO QUÊ VOCÊ QUER GRITAR? Pense nisso!

Cogitare!


Reinaldo Corrêa – Professor de Filosofia do EM.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

“UMA MÁ DEMOCRACIA É SEMPRE PREFERÍVEL A UMA BOA DITADURA”

Partindo do principio que os regimes autoritários e autoritários são o avesso da democracia, sabemos que por mais que nossa democracia não seja perfeita, ainda é melhor e mais preferível que uma ditadura. O poder na democracia é legitimado pela vontade da maioria (povo), já nos regimes totalitários e autoritários e, por conseguinte nas ditaduras, o poder depende do prestigio e da força dos que a possuem. Assim, ambos cerceiam as liberdades individuais, exercem censura e dispõe de aparelho repressivo.
Na democracia o poder pertence ao povo (demos “povo”; kratia ou kratos que significa “poder”, “autoridade”), assim democracia como “governo do povo”, “governo de todos os cidadãos”. Por mais que ela não seja perfeita, e, portanto, uma má democracia ela ainda nos da opção de exercer o conflito, a abertura e a rotatividade como afirma Marilena Chauí no livro Cultura e Democracia. Conflito, porque o divergir é inerente à sociedade, por isso, a discussão, o confronto, etc. Já a abertura na democracia, significa que a informação circula livremente e a cultura não é privilégios de alguns. E por último a rotatividade, onde todos têm os mesmos direitos, até mesmo de participar do poder, já que o lugar do poder é um lugar vazio (Claude Lefort).
Tudo isso que foi apresentado como características da democracia levando-nos a discussão, ao conflito, à divergência, os erros pelas más escolhas que acabam ocorrendo no exercício da democracia, de que um regime político opressor, repressor como o totalitarismo e o autoritarismo, que não permite aos seres humanos exercerem sua liberdade política e de expressão.
Portanto, como diz Norberto Bobbio: “É sempre preferível uma má democracia a uma boa ditadura” a democracia não se constitui como um modelo a ser seguido, mas algo que se constrói pelo dialogo, pelo enfrentamento dos conflitos de opiniões divergentes, tendo em vista o bem comum.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As conexões sem fio são uma ameaça para a saúde global?

As estatísticas oficiais mostram que cerca de 40 por cento das pessoas que dormem com o celular debaixo do travesseiro acordam à beira de uma hemorragia cerebral. Os dados alarmantes surgem de uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Trent, no Canadá, na qual afirma-se que as frequências de rádio emitidas por torres de celular e redes Wi-Fi são responsáveis por um tipo de alergia digital.
Os sintomas mais comuns da síndrome são: dores de cabeça, hipertensão, dificuldade respiratória, aumento da frequência cardíaca, dificuldade de concentração e problemas de memorização. Embora a pesquisa ainda se encontre em um estágio inicial de desenvolvimento, a alergia digital eletromagnética causada por inúmeros dispositivos eletrônicos que nos cercam todos os dias estaria gerando um número cada vez maior de pessoas sensíveis a essas frequências.

Relatórios complementares em todo o mundo dão conta do aumento significativo da poluição digital por micro-ondas e seus efeitos nocivos sobre a população planetária. Basta lembrar o recente relatório emitido pela Organização Mundial de Saúde, no qual verifica-se que os utilizadores de telefones celulares estão 50 por cento mais propensos a desenvolver um tipo de câncer denominado carcinoma.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do E.M.

FONTE:  http://noticias.seuhistory.com/node/610#sthash.irOhhy6p.dpuf

Perigo chamado “Demência digital” cresce entre os jovens

Segundo pesquisas de um grupo de cientistas sul-coreanos, a dependência entre jovens do país em relação aos aparelhos eletrônicos está causando um aumento no surgimento de sintomas relacionados a “Demência digital” um sério transtorno no desenvolvimento do cérebro, que impede o doente de se lembrar de detalhes da vida comum, entre outras capacidades cognitivas.
Esta síndrome não é nova: foi descoberta em 1990, em função da dependência da internet detectada tanto em jovens como adultos, com consequências graves como senilidade e lesões cerebrais. Na realidade, o uso excessivo da tecnologia impede o desenvolvimento natural do cérebro, comprometendo o crescimento do hemisfério direito daqueles que passam um tempo excessivo diante de computadores.

Aspectos como concentração, atenção e memória são gravemente prejudicados. Os prognósticos do futuro não são animadores, na medida em que cresce o tempo que os jovens passam diante dos terminais.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de filosofia do E.M.

sábado, 29 de junho de 2013

Desenvolvido um composto que torna qualquer parte do corpo transparente

No Japão, um grupo de cientistas especializados em neurologia conseguiu desenvolver um tratamento inovador, capaz de dar invisibilidade a qualquer célula do corpo humano. Caso intensivo, o tratamento poderia dar transparência a um órgão inteiro ou, até mesmo, uma parte do corpo.
O segredo deste avanço reside em experiências feitas em laboratório, com soluções especifícas que modificam o índice refratário de diferentes partes que compõe a anatomia humana. A conclusão dos cientistas foi de que a frutose é a solução ideal para o tratamento, pois em uma temperatura de 37 graus centígrados ela produz um índice de refração adequado e sem riscos para a estrutura dos órgãos manipulados.
Os resultados foram surpreendentes, depois de testes feitos em ratos: cérebros inteiros e alguns outros órgãos ficaram completamente transparentes depois de embebidos por três dias na solução, sem que as estruturas celulares sofressem nenhuma alteração.

Apesar de negativistas ressaltarem a possibilidade de mau uso desta técnica para funções militares, o estudo foi desenvolvido para o campo da medicina. Mais especificamente para facilitar testes e diagnósticos em pacientes sem os riscos físicos ou evitar o alto custo financeiro dos aparelhos de ressonância utilizados atualmente.


Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

AS 5 PRINCIPAIS TEORIAS CONSPIRATÓRIAS DO MUNDO TECNOLÓGICO

Das seitas futuristas ao controle menta de cidades inteiras, muitas são as teorias conspiratórias que surgem no mundo inteiro, constantemente. Quase sempre elas são motivadas pelo surgimento de novas tecnologias. O tema predominantemente seria o controle e domínio das massas. Estas são as 5 teorias mais constantes que temos noticia:

1. As Redes Sociais teriam sido inventadas pelos serviços de inteligência e espionagem.
A verdadeira força por trás das Redes Sociais seriam os serviços de inteligência, que investem muito esforço e dinheiro na obtenção de dados confidenciais sobre o maior número possível de cidadãos.
2. O programa norte-americano HAARP estaria desenvolvendo poderosas armas de energia.
O Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência, conhecido como HAARP (da sigla em inglês), é acusado no mundo inteiro de ser o causador de diversos desastres naturais. Entre eles, o terremoto do Haiti de 2010 e a queda da sonda espacial russa Fobos-Grunt.
3. A vida útil das lâmpadas elétricas é deliberadamente reduzida por seus fabricantes.
Uma das teorias mais antigas que se tem notícia teve como alvo os fabricantes de produtos elétricos, em 1924. Neste ano, supostamente, teria acontecido um acordo entre os produtores para reduzir a duração das lâmpadas. Elas funcionam no máximo 1000 horas, o que garante a demanda do mercado.
4. Os governos mais poderosos podem controlar mentes e viajar no tempo.
As principais potências mundiais realizam diversas experiências sobre controle da mente de inúmeras pessoas e realizam viagens no espaço, através do tempo. Um dos casos mais famoso foi o Experimento Filadélfia, que ocorreu em 1943. Nele, o destróier da Marinha norte-americana Cambridge desapareceu dos radares, reaparecendo em seguida a dezenas de quilômetros.
5. Produtos eletrônicos como laptops e aparelhos de televisão vigiam seus usuários.
Os aparelhos eletrônicos possuem capacidade para fazer um relatório detalhado sobre a atividade de seus proprietários, ao serem utilizados. Entre muitas empresas, Google e Microsoft já teriam solicitado patentes sobre os aparelhos equipados com tecnologia capaz de espionar os usuários.


Cogitare!
Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Felicidade: onde buscar?

Estamos em um mundo onde a felicidade está desacreditada, a maioria das pessoas acham não ser possível ser feliz. Isso porque, buscam a felicidade em bens materiais esquecendo-se das pequenas coisas do dia a dia e que podem sim, levar-nos de encontro à felicidade.
Resgatar no ser humano a busca constante pela felicidade é uma tarefa árdua, já que a mídia apresenta o tempo todo um caminho para uma falsa felicidade com carrões, homens e mulheres com padrões de vida muitos distantes da realidade da maioria das pessoas. Assim, o ser humano deve buscar a felicidade olhando para a sua própria vida, sua própria realidade e não para vida do outro, julgando ser este mais feliz que você ou este sim, é feliz e eu não, querendo pra si a vida do outro.
Ter dinheiro, “status social”, não significa ser feliz. Muitos alcançam sucesso financeiro e profissional e mesmo assim não são felizes. Os bens materiais são necessários, mas não essenciais para alcançar a felicidade, é só uma entre tantas outras que se precisa ter para ser feliz, a exemplo: amigos, família, lazer, trabalho, etc.
Assim, a felicidade só tem sentido se for compartilhada com a família, amigos, etc. nada adianta ter tudo e não ter com quem compartilhar momentos difíceis, onde precisamos de apoio e felizes para regozijar. Por isso, bens materiais, não irão significar muita coisa pra quem não tem amigos, família, etc.
Portanto, buscar a felicidade e encontrá-la, não é algo que alcance com facilidade, é preciso passar por espinhos e muito sacrifício, assim como o personagem Chris (Will Smith) do filme: A procura da felicidade, que mesmo com muitas dificuldades teve coragem e buscou constantemente a felicidade. Nossa vida é feita de momentos felizes e não de uma felicidade perpetua. Assim, ver nas pequenas coisas a possibilidade de ser feliz e valorizá-las são o que precisamos para sermos felizes.
Pois, eu sou feliz! E você, é feliz?

Cogitare!

Reinaldo Corrêa – Professor de filosofia do EM.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Podemos ser Livres?

Quando falamos em nossas aulas de filosofia sobre liberdade, ouço muitos educando dizerem: “não sou livre”! Ou ainda: “Nunca posso fazer o que quero isso não é ser livre”! E aí vão as colocações. Cada um apresenta sua justificativa para essa não liberdade. O que é interessante, que nesse bate papo de liberdade surge à questão do destino, se acreditam ou não no destino, e na sua maioria acreditam.
Bom, aparentemente pode até parecer que não temos liberdade alguma, já que temos deveres em praticamente tudo o que fazemos, no trabalho, na escola, em casa, enfim na sociedade como um todo, já que, até sobre o outro temos responsabilidades. Além disso, existem a regras, leis que de certa forma “impedem” de usufruir dessa liberdade. Mas será que as leis impedem nossa liberdade? Podemos atribuir aqui um sentido ambíguo às leis: ao mesmo tempo em que ela nos coloca limites, ela existe justamente como uma maneira de garantir a nossa liberdade, sem elas seria impossível viver em sociedade.
Se não somos livres, estamos à mercê de fatalidades, determinações, escravos do destino, nada que façamos poderá mudar nosso fim. Corrobora-se aqui o destino, quando não exerço minha liberdade, não tomo iniciativa na minha vida, assumo um conformismo que, julgo ser meu destino ser isso ou aquilo, tirando de mim a responsabilidade dos possíveis fracassos ou sucessos que alcancei, não foi por meu mérito, mas por que o destino quis assim.
Existe um ditado Talmúdico (Talmud obra do Judaísmo que reúne comentários sobre a lei mosaica (de Moises)) que diz “se eu não for por mim mesmo, quem será por mim? Se eu for apenas por mim, que serei eu? Se não agora – quando?”. Assim, é necessário que tome iniciativa de sua vida, tome as rédeas, mas ao mesmo tempo fazer o que dela? Onde quero chegar? Isso significa que também não estou sozinho no mundo, minhas escolhas não dizem respeito somente a mim, é preciso saber onde queremos chegar com a liberdade que nos permitimos ter. O certo é: devemos fazer isso agora, não deixar que ninguém decida e faça por nós.

Portanto, a liberdade é responsabilidade, e deve ser buscada, quando não o fazemos, estamos entregues a sorte (destino) e nada acontece de diferente. 

Cogitare!
Reinaldo Corrêa - Professor de filosofia do EM.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

HUMANOS PELO TRABALHO

O ser humano se faz pelo trabalho, é por meio do trabalho que modificamos a natureza, embora algumas pessoas considerem um fardo, algo não prazeroso, é preciso desfazer esta visão negativa do trabalho, mostrando que trabalhar pode ser algo gostoso, prazeroso, que faz o ser humano, ser mais humano ainda.
Modificar esta visão negativa do trabalho, apresentada pelas sociedades modernas é uma tarefa árdua, ver o trabalho como algo que não nos consuma e nos desgaste, algo maior ainda. Portanto, é no trabalho que devemos buscar a nossa humanidade.
Trabalhamos o mês inteiro, o ano todo ou até a vida toda, pra tirarmos um “tempinho” para nós, um momento de lazer. O problema é que quando esse momento chega, não temos saúde, e nem sabemos o que fazer com esse “tempo” livre, não sabemos viver o ócio de forma ativa. A maioria das pessoas tem que ver o trabalho como preciso para viver, que tome um tempo da sua vida e não a vida toda. Daí o ditado: trabalhar pra viver e não viver para trabalhar.
Diante disso, é preciso haver um equilíbrio entre o trabalho e o lazer, conciliar a família, amigos, esporte, tempo para si mesmo. Assim, o trabalho antes visto como um fardo passa a ser só mais uma atividade que fazemos no dia a dia.
Portanto, o equilíbrio e a interação entre o trabalho e o lazer acontecem justamente no momento em que você, no cotidiano não faz dele uma rotina, mecanicamente reproduzida, sem amor, mas prazeroso, onde homem e mulher sejam o que são: pessoas que precisam trabalhar, mas que necessitam do lazer. Pois é pelo trabalho que realizamos nossa essência: ser seres humanos.

Cogitare!
Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

sábado, 27 de abril de 2013

Verdade ou não... Vale a reflexão!


"Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. O que estava escrito é muito interessante, leiam:
1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.
2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles."

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor do EM de Filosofia.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

BASE LUNAR SERÁ CONSTRUÍDA COM IMPRESSORA 3D


Este é o maior empreendimento feito a partir da nova tecnologia das impressoras 3D, e planeja a construção de uma base lunar para astronautas, utilizando apenas os materiais disponíveis na Lua, além de uma impressora com capacidade industrial.
O projeto foi apresentado pelos arquitetos Foster and Partners, notoriamente conhecidos por seus trabalhos de vanguarda ao redor do mundo, e prevê uma redução dos custos em transporte e material nunca antes imaginada para algo de tamanha envergadura em um espaço externo.
Através de uma parceria com a Agência Espacial Europeia, o edifício de estruturas lunares foi projetado com base no uso do regolito, um material presente em praticamente toda a superfície lunar, em sais de adesão e outros minerais, que, juntos, formam um conglomerado ultrarresistente.
Os modelos sobre os quais estão trabalhando atualmente são estruturas similares às de uma colmeia: fortes e, ao mesmo tempo, com temperaturas apropriadas para a habitação humana. Até agora, a ideia é colocar a base no polo sul da Lua, aproveitando a luz solar que atinge essa área durante quase todo o ano.

Cogitare!
Reinaldo Corrêa - Professor do EM de filosofia.

Filosofia: a filha da cidade.


O nascimento da filosofia está vinculado a surgimento da polis. Esta por sua vez, transformou a vida social e as relações humanas, marcando um novo começo para o pensamento. O processo de nascimento da filosofia não aconteceu de repente, houve um processo que levou séculos, passando por acontecimentos marcantes como: a invenção da escrita, da moeda, da lei escrita, do surgimento do cidadão da polis e a consolidação da democracia.
Com o surgimento da escrita, os escritos passam a ter uma disponibilidade maior sendo divulgados em praça pública, assim sujeito a discussão e a crítica. A escrita então gera uma nova mentalidade, pois exige de quem escreve uma postura diferenciada de quem apenas fala, necessitando uma maior clareza e rigor.
O surgimento da moeda por volta do século VII a.c, também foi outro fator de peso para o desenvolvimento da filosofia, pois com a mesma os produtos passam a ter valor de troca, transformando-se em mercadoria, revertendo seus benefícios para a própria comunidade. Esse efeito de democratização de um valor acaba remetendo a moeda a sobrepor aos símbolos sagrados e afetivos o caráter racional de sua concepção. Essa convenção humana dava medida comum a valores diferentes vinculando o nascimento do pensamento racional crítico.
Com a lei escrita começa-se a sinalizar uma nova era: a justiça, que até então dependente da interpretação da vontade divina ou da arbitrariedade dos reis, tornou-se codificada numa legislação escrita. Regra comum a todos, norma racional, sujeita à discussão e à modificação, a lei escrita passou a encarnar uma dimensão propriamente humana.
As reformas da legislação fundaram a polis sobre nova base: a antiga organização tribal foi abolida e estabeleceram-se relações que não mais dependiam da consanguinidade, mas eram determinadas por uma organização administrativa. Essas modificações expressam o ideal igualitário que preparava a democracia nascente.
É preciso enfatizar a mutação do ideal político e uma concepção inovadora de poder, a democracia. O hábito da discussão pública, na ágora, estimulava o pensamento racional, argumentativo, mais distanciado das tradições míticas.
A filosofia é filha da cidade, porque é justamente na polis que de certo modo culminou o seu nascimento. A ágora (praça publica), trás a autonomia da palavra, sem a mágica mítica, e sim com o conflito , a discussão, a argumentação humana, esses debates fazem nascer a política, permitindo ao homem tecer seu destino na esfera pública, consolidando assim o nascimento da filosofia.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor do EM de Filosofia.

Referências:
Aranha. Maria Lúcia de Arruda
Filosofando : Introdução à Filosofia I Maria Lúcia de Arruda Aranha, Maria Helena Pires Martins. -4. ed. -São Paulo : Moderna. 2009





quarta-feira, 3 de abril de 2013

EUROPA SE CANDIDATA PARA A CONQUISTA DO CÉREBRO


Com um investimento que ultrapassa US$ 1,36 milhão, a União Europeia decidiu apoiar o desenvolvimento do primeiro cérebro eletrônico, que imitará o cérebro humano em todas as suas funções. Com o objetivo de entender o funcionamento cerebral e sua composição para a pesquisa de inúmeras doenças, o projeto, cujo impacto é comparável à chegada do homem à Lua, de acordo com os especialistas, terá um enorme impacto na ciência e na medicina. Acontece que, apesar da tecnologia avançada disponível atualmente, o cérebro humano é ainda um grande mistério, cuja solução exige a união de peças que foram espalhadas ao longo da história da ciência. Mais de 250 cientistas estarão empenhados no estudo das informações e na pesquisa daquilo que ainda é desconhecido, para montar, como um quebra-cabeça, um modelo do cérebro. Se for considerado que um terço da população europeia sofre de algum distúrbio cerebral, o impacto dos avanços a serem alcançados é expressivo. Além disso, a interpretação do funcionamento cerebral por conta de um equipamento eletrônico vai dar lugar a uma geração de supercomputadores inimagináveis hoje em dia.


Cogitare!

Reinaldo Corrêa Professor do EM de Filosofia.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Vídeos do You Tube das aulas de filosofia.

Olá pessoal...
Vocês tem pedido pra postar no blog alguns vídeos que usamos nas nossas aulas, bem como algumas sugestões  aí vai...

Filosofia da Ciência:
Luz, Trevas e o Método Científico;
Matéria de Capa: Avanços da Ciência;
Matéria de Capa: Fronteiras da Ciência;
































Ética:
Filme: O Presente.
Filme: A procura da Felicidade.
Filme: Um sonho de Liberdade.












































Mito e Filosofia:
Confronto dos Deuses: Hades;
Confronto dos Deuses: Medusa;
Confronto dos Deuses: Minotauro;














































Conforme a gente for trabalhando vamos alimentando essa postagem...

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor do EM de filosofia.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Guia de carreiras: filosofia


Estava lendo algumas noticias sobre filosofia e encontrei essa noticia, estou compartilhando com todos, é do ano passado, mas da pra ter uma noção sobre a disciplina de filosofia.

07/07/2012 06h00 - Atualizado em 07/07/2012 06h00
Guia de carreiras: filosofia
É nas aulas do ensino médio que atuam a maior parte dos profissionais.Curso ainda é útil como formação complementar e no terceiro setor.

 Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo




Desde 2008, quando o governo federal voltou a incorporar as disciplinas de filosofia e sociologia no currículo obrigatório do ensino médio, o mercado de trabalho de quem tem diploma de licenciatura em filosofia tem se multiplicado. As duas matérias eram, desde 1971, opcionais e apareciam com pouca expressão nas salas de aula dos adolescentes, principalmente na rede privada. Por causa da mudança, ser professor tem sido o caminho mais comum aos recém-formados no curso. A profissão, porém, vai além da sala de aula: o profissional de filosofia ainda pode atuar no terceiro setor, dar consultoria para empresas e seguir carreira acadêmica como pesquisador.

Muitos, como Fábio Mesquita, de 33 anos, acabam atuando em mais de um campo. Além de dar aulas em dois colégios particulares de São Paulo -- o São Luís e o Sion --, Fábio já concluiu seu mestrado e atualmente estuda para fazer um doutorado na área. Além do bacharelado e da licenciatura em filosofia, concluídos em 2003, pela Universidade de São Paulo (USP), ele também tem diploma de história.

Fábio conta que optou pela filosofia porque, entre as matérias que preferia no colégio, com essa ele teve menos contato. "Conhecia mais história que filosofia, sou da geração que não teve filosofia no ensino médio. Mas eu achava interessante, ouvi falar nos testes vocacionais, prestei as duas e acabei indo para a filosofia. Adorei o curso, achei fabuloso."
Segundo ele, a graduação em filosofia difere das outras ciências humanas: enquanto as carreiras de letras e história, por exemplo, oferecem aos estudantes uma base de cultura e conhecimento, segundo ele, filosofia "é um curso que te ensina a pensar". O filósofo e professor explica que, como as disciplinas, no decorrer do curso, apresentam diversas teorias de filósofos, e umas se contrapõem às outras, o universitário acaba sendo levado a criar seu próprio conhecimento.
"Como cada filósofo te explica a realidade de um ponto de vista e às vezes eles se contradizem, você é impulsionado pelo pensamento, pela oposição de ideias", diz.
Fábio conta que uma parcela dos vestibulandos opta pelo curso como uma complementação de sua formação. Ele afirma ter estudado com colegas que cursavam medicina, engenharia ou direito paralelamente à graduação em filosofia.
Para o professor, que hoje também dá aulas de história, os universitários que optam pela licenciatura acabam encontrando bastante satisfação na sala de aula. Como a disciplina não é exigida nos vestibulares, existe "uma liberdade mais interessante para o professor produzir um trabalho reflexivo, porque os alunos não podem só decorar os conceitos dos filósofos".
O incentivo ao pensamento crítico e ao enfrentamento dos problemas com uma visão mais ampla da realidade, porém, são elementos-chave transmitidos nas aulas de filosofia que, além de servirem para a tomada de decisão na vida dos estudantes, também são úteis para o desenvolvimento dos argumentos usados nas provas de redação dos vestibulares.
Perfil crítico
De acordo com a Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo (Aproffesp), o perfil de um profissional de filosofia inclui o gosto pelos conteúdos de humanidades em geral, além da necessidade de ter senso crítico e a disposição para se voltar às superações das dificuldades das relações sociais e dos novos paradigmas, e aos questionamentos dos valores sociais, econômicos e de classe.
Fábio afirma que a formação crítica não precisa estar formada no momento do vestibular, já que a faculdade aborda as teorias filosóficas e a história da filosofia com maior profundidade e acaba levando os universitários a outros níveis de pensamento. "O curso me ajudou a ver a realidade de outra forma, a ser um ser humano diferente do que eu era."
A inclusão da filosofia no ensino médio, segundo a associação, ajuda a aumentar nos estudantes, o grau de criticidade e de leitura, além de ajudá-los a defenderem suas ideias, o que avança significativamente o desempenho pedagógico e cognitivo dos alunos tanto em filosofia quanto em outras disciplinas.
Para Fábio, a filosofia ainda é uma disciplina com metodologia em desenvolvimento, ao contrário de outras matérias, com as quais tanto professores quanto estudantes já estão acostumados.
"Cada professor tem uma experiência, tenta algo diferente em sala de aula. Com os alunos também. Tem o aluno tradicional, vai bem em todas as matérias, mas tem dificuldade na de filosofia, e o aluno que não é tão bom em outras disciplinas, mas tem espírito crítico e, por isso, se dá melhor na filosofia."
A dinâmica das aulas tem sido inclusive adotada, em algumas escolas particulares, no ensino fundamental. Segundo a diretoria da Aproffeso, existe na Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei para introduzir a disciplina também no fundamental dos colégios da rede pública.

Mercado
"O grande bolo de quem se forma em filosofia vai para a docência. Como agora é obrigatória a disciplina no ensino médio, todas as particulares e as públicas exigem professores de filosofia", explica Fábio. Porém, a relação do filósofo com a busca por soluções aos problemas da sociedade pós-moderna faz com que sua capacitação seja requerida além da sala de aula.

Nas organizações não-governamentais, a formação em filosofia é útil na produção e execução de projetos voltados à mudança de realidades sociais. Além disso, as empresas também buscam o olhar do filósofo para suas soluções, e um nicho que tem se aberto para os formados na área é a consultoria e as palestras. De acordo com a Aproffesp, muitos filósofos também atuam na área editorial, como escritores.
"Os filósofos devem mostrar caminhos para as pessoas e mostrar que é possível fazer o que gosta e encontrar um sentido na existência, no trabalho na família. As pessoas ainda buscam esse sentido", diz Fábio.
Segundo ele, a filosofia tenta criar novos caminhos para as pessoas e para a humanidade enxergarem a realidade de outra forma, mas, até pelo conceito da formação, deve haver um limite para a mercantilização das ferramentas adquiridas na graduação. "O que acontece é que o sistema acaba dando à filosofia um valor de mercado, isso não vejo de bom grado. Se a filosofia se tornar um produto a ser vendido, ela nega sua proposta original, que seria de um olhar diferenciado do real, de novas propostas."

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor do E M de Filosofia.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/guia-de-carreiras/noticia/2012/07/guia-de-carreiras-filosofia.html


sexta-feira, 22 de março de 2013

CRÂNIO HUMANO É RECONSTRUÍDO COM PRÓTESE FABRICADA EM UMA IMPRESSORA 3D

Interessante...


Setenta e cinco por cento do crânio de um homem foram reconstruídos por uma impressora 3D e posteriormente, implantados com sucesso, nos Estados Unidos. A intervenção representa um verdadeiro feito na história da medicina que, pela primeira vez, utilizou o recurso de criar uma “parte humana” sob medida, com alta precisão, material biologicamente idôneo e em muito pouco tempo. Inicialmente, o crânio do paciente foi escaneado por uma sonda tridimensional. Depois, a leitura foi enviada para uma empresa canadense, com sede em Connecticut, onde a prótese foi desenvolvida com o auxílio de um polímero orgânico chamado PEKK, projetado especialmente para facilitar a regeneração óssea através de crescimento celular. Tudo isto foi feito com uso de uma impressora 3D, que entre outras coisas, permitiu que o processo inteiro fosse realizado em apenas duas semanas. Entre outras vantagens, as próteses fabricadas com o uso dessa tecnologia oferecem um algo índice de adaptação biológica e, consequentemente, de redução de rejeição orgânica, além de não interferir em futuras análises de raios-X.


Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do E.M.

quarta-feira, 20 de março de 2013

EDUCAÇÃO INTEGRAL.


Só faz sentido pensar na implantação de escolas de tempo integral, se considerar uma concepção de educação integral com a perspectiva de que o horário expandido represente uma ampliação de oportunidades e situações que promovam aprendizagens significativas e emancipadoras. Porque não dá pra cair no mesmo erro de acabar sendo um abrigo de correção dos problemas sociais.
Como afirma o texto “as premissas de Darcy Ribeiro para a generalização do modelo Ciep de escola em tempo integral e as características de sua implantação falharam, pelo forte apelo de projeto de "escola abrigo" para as camadas populares”. Opinião da autora Zaia.
A autora propõe a escola de tempo integral como melhoria da educação, centrada no respeito à especificidade social da instituição que oferece ao cidadão uma escolaridade de qualidade, acesso aos conhecimentos legitimados pelos currículos dos sistemas escolares.  Com um desejo legítimo da população marginalizada de ter acesso aos instrumentos culturais e sociais que lhes garantam a cidadania escolar. Uma política comprometida com o direito à educação deveria, inclusive, indicar que os efeitos dela na superação das desigualdades sociais dependem de outras políticas sociais no plano da saúde, habitação, trabalho, segurança, etc.
Para que a escola de tempo integral caminhe na direção de um ensino de melhor qualidade, não basta que ela seja um recurso destinado aos estudantes: é preciso que ela incorpore professores em regime de tempo integral, obviamente com salários e condições de trabalho compatíveis com o regime de dedicação exclusiva em uma instituição.
Segundo a autora o tempo integral parece ser uma condição de cidadania escolar para crianças e jovens que são, até hoje, penalizados pela baixa qualidade do ensino que o sistema público lhes oferece, apesar das honrosas exceções. É preciso, no entanto que não se perca o horizonte da especificidade da instituição escolar e que não se descure da qualidade de instalações e equipamentos didático-pedagógicos que tornam o espaço escolar um ambiente rico de possibilidades de aprendizagem, seja para os alunos, seja para os professores e as equipes administrativas.
Por fim, creio que a educação em tempo integral seja um bem para a sociedade, desde que, ofereça condições, tanto para os alunos quanto para os professores. Uma educação de qualidade significa melhorar a vida de cada brasileiro. Não podemos cair no erro de se tornar uma escola assistencialista que acaba deixando de lado a educação para resolver problemas sociais, devemos sim usar a educação para resolver os problemas sociais.          
Devemos, ainda, considerar que as classes média e alta têm meios de proporcionar uma educação ampliada a seus filhos, mediante a matrícula em estabelecimentos de ensino privado. Portanto, cabe a nós enquanto educadores a discussão sobre que escola de tempo integral queremos, e a partir daí fazer a pratica acontecer.

Cogitare!
Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.

FILTRO BARATO E REVOLUCIONÁRIO TRANSFORMA ÁGUA DO MAR EM ÁGUA DOCE


Olha os avanços científicos...

Engenheiros da Lockheed Martin desenvolveram um filtro capaz de transformar água do mar em água potável, ideal para consumo humano.
O invento beneficiaria imensamente a população das cidades litorâneas, assim como outros locais aflitos pela escassez de água potável. O dispositivo consta com uma finíssima camada de grafeno, perfurada de maneira a dar passagem a uma molécula de água, porém não de sal.


Cogitare!
Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.

SUPER-HERÓIS: OS MITOS MODERNOS por Andreia D'Oliveira


Sempre escutamos que mitos são histórias inventadas para explicar fenômenos que não entendemos. Existem milhares de fatos que foram explicados por essas narrativas, mas peguemos o mais grandioso deles: a criação do mundo.
Muito antes de dizerem que esse pequeno planeta azul teria surgido de uma grande explosão chamada “Big Bang” (e que era pequeno e azul), existiam outras formas de entender o seu surgimento de tudo. Por exemplo, para os judeus (assim como para os cristãos) Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. No caso dos gregos antigos, a criação do mundo vinha do deus primordial Caos, que deu origem a outros cinco deuses (Gaia, Tártaro, Eros, Érebo e Nix ). Esses cinco deuses se incumbiram da tarefa de criar tudo que existe.
Hoje, independente da religião que professemos, muitos de nós não acreditam nessas histórias. A ciência deu luz a maioria de nossas inquietações. Então por que dizermos que os super-heróis são mitos modernos? O que eles tem a nos explicar?
Abaixo segue duas citações retiradas do livro “O poder do mito” de Joseph Campbell:
“Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação, através dos tempos”.
“Contamos histórias para tentar entrar em acordo com o mundo, para harmonizar nossas vidas com a realidade”.
Diante dessas afirmações, em um primeiro momento podemos realmente dizer que os mitos são apenas uma forma de explicar o mundo que nos rodeia, mas percebemos que o papel deles (como de qualquer história) é muito maior: é tornar esse mundo parte de nós.

Os super-heróis nos tornam parte desse todo. Muito mais do que imaginamos…
Há pouco mais de um ano, os jornais noticiaram que uma mãe entrou numa espécie de lagoa, sem saber nadar, para salvar o filho que estava se afogando. Se esquecermos por um instante do fator biológico de preservação da espécie, essa mulher ultrapassou seus limites para salvar um bem maior que a própria vida dela. Ela foi ovacionada como uma heroína. Muitos foram os casos de pessoas que extrapolaram seus limites objetivando o bem do outro, normalmente aos que fazem isso denominamos heróis.
O que diferenciaria essa mulher do Superman? Claro, os super-poderes! Seria muito mais fácil se ela tivesse a habilidade de voar do homem de aço. Ela apenas voaria por cima do pequeno lago e resgataria a criança num ato quase cinematográfico. Seria dramático, com certeza, mas ela continuaria sendo considerada uma heroína, mesmo não tendo lá muito trabalho no resgate? Não seria mais ou menos como puxar a mão do filho quando, ao atravessar a rua, ele se adianta sem perceber um carro que está se aproximando?
Por conta desses questionamentos alguns consideram a expressão “super-herói” um grande paradoxo. Ser “herói” e “super” ao mesmo tempo não teria nenhum nexo. Uma saída é irmos para o contraponto pensando nos “super-vilões” que, normalmente tem super-poderes e os utiliza para o que conceituamos chamar de Mal. Então tanto os heróis quanto os super-heróis estão ligados pela sua essência, que é fazer o bem.

Superman e o ser herói.
Superman foi o primeiro grande super-herói de outros que tentaram imita-lo, com ou sem sucesso. Foi criado por dois estudantes Jerry Siegel e Joe Shuster e sua primeira aparição foi em Junho de 1938 na revista Action Comics.
A origem clássica do Superman narra que para salvar a vida de seu filho da destruição total do planeta Kripton, o cientista Jor-EL lança-o dentro de uma pequena aeronave que cai na Terra, mais especificamente em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos chamada Smallville. A criança é adotada por John e Marta Kent e recebe o nome de Clark Kent. Com o passar dos anos, Clark descobre sua origem e percebe que é diferente dos outros habitantes do nosso planeta.
Mais tarde vai trabalhar em Metrópolis, como o jornalista no Planeta Diário. Lá conhece Lois Lane, Jimi Olsem e Perry Whait.
Por que ele faz o que ele faz?
Mark Waid, roterista de Kingdom Come (Reino do Amanhã), é considerado o maior especialista em Superman da atualidade. Em um texto feito para o livro Super-Heróis e a Filosofia conta que quando foi convidado a escrever O Legado das Estrelas (nova história sobre a origem do homem de aço) se deparou com a seguinte pergunta: “Por que ele faz o que ele faz?” Imagine-se o ser mais poderoso de todo mundo sendo, praticamente, invulnerável. Por que não se tornar literalmente o dono dele? A resposta dada por Waid é bem exemplificada na história Para o homem que tem tudo criada por Allan Moore – Kal-El precisa ser aceito, assim como todos nós.
Nessa história Moore mostra o dia do aniversário de Kal. O que dar para um homem que pode ter qualquer coisa? Ao chegarem na Fortaleza da Solidão para dar-lhe os parabéns, Mulher-Maravilha, Batman e Robin descobrem Superman em um transe causado por uma espécie de planta alienígena, presenteada por um de seus inimigos. O que mais nos perturba é a ilusão criada pela planta-parasita: ela reproduz o maior desejo na mente daquele de quem se apodera. Podemos pensar em sonhos de glória para o campeão de Metrópolis, mas esse sonha com uma vida simples, em seu planeta natal, com mulher e filhos.
Como já disse, os super-heróis nos tornam parte do mundo muito mais do que imaginamos. São nossas personificações melhoradas que anseiam pelas mesmas coisas, seja entender que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades” como Peter Parker ou ser o homem mais poderoso do mundo e apenas querer ser aceito. Clark Kent, diferente do que muitos pensam, é o disfarce de Kal-El e não seu alterego. Como Superman ele se apresenta como é e fazendo o bem ganha a confiança e credibilidade dos outros, mais ou menos como gostaria.

FONTE: http://refricultural.com/super-herois-os-mitos-modernos/


Cogitare!

Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.