quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O dia de 7 de setembro na escola

Outro dia conversávamos na escola sobre o 7 de setembro, muitos questionamentos surgiram: qual o verdadeiro sentido deste dia, virou meras comemorações, o que de fato aconteceu nesse dia, independência de quê? Hoje, as crianças sabem mesmo o que foi esse dia na nossa história, o que representou o grito de Dom Pedro I “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”! E hoje, esse grito ainda ecoa? Ou foi silenciado por falsas comemorações, de um povo alienado que prefere falsos discursos ao invés de reflexões sobre nossa realidade social e econômica.
É claro, que a partir dessas reflexões, penso ser necessário não sermos coniventes com propostas festivas (meros discursos, desfiles em praça pública, etc.) para esta data tão significativa, é preciso GRITAR, dar a CARA PRA BATER, mostrar que há algo pelo qual precisamos. Queremos a nossa INDEPENDÊNCIA, porque há falta de saúde, educação de qualidade, moradia digna, transporte, trabalho e tantas outras coisas.
Festejar como uma forma de relembrar um GRITO que mudou nossa história é necessário, mas antes disso, lembrar que aquele foi o primeiro de tantos outros GRITOS que precisamos dar para que o nosso Brasil se torne melhor, por isso, a semana da PÁTRIA, não é somente um momento de cantar o HINO por cantar. Não devemos ficar “DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLENDIDO”, mas de mostrar que “VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA” e é nesse sentido que o dia da nossa independência não pode ser mais uma comemoração onde autoridades políticas vão discursar em palanques sem ter clareza da verdadeira democracia representada por milhões de brasileiros, que é cheia de conflitos, que não concorda, que busca melhorias, que sente a necessidade de ser ouvida.
Portanto, pra esse dia 7 de setembro, dia da INDEPENDÊNDIA DO BRASIL, o que realmente anseia por liberdade e independência? Afinal, nesse dia PELO QUÊ VOCÊ QUER GRITAR? Pense nisso!

Cogitare!


Reinaldo Corrêa – Professor de Filosofia do EM.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

“UMA MÁ DEMOCRACIA É SEMPRE PREFERÍVEL A UMA BOA DITADURA”

Partindo do principio que os regimes autoritários e autoritários são o avesso da democracia, sabemos que por mais que nossa democracia não seja perfeita, ainda é melhor e mais preferível que uma ditadura. O poder na democracia é legitimado pela vontade da maioria (povo), já nos regimes totalitários e autoritários e, por conseguinte nas ditaduras, o poder depende do prestigio e da força dos que a possuem. Assim, ambos cerceiam as liberdades individuais, exercem censura e dispõe de aparelho repressivo.
Na democracia o poder pertence ao povo (demos “povo”; kratia ou kratos que significa “poder”, “autoridade”), assim democracia como “governo do povo”, “governo de todos os cidadãos”. Por mais que ela não seja perfeita, e, portanto, uma má democracia ela ainda nos da opção de exercer o conflito, a abertura e a rotatividade como afirma Marilena Chauí no livro Cultura e Democracia. Conflito, porque o divergir é inerente à sociedade, por isso, a discussão, o confronto, etc. Já a abertura na democracia, significa que a informação circula livremente e a cultura não é privilégios de alguns. E por último a rotatividade, onde todos têm os mesmos direitos, até mesmo de participar do poder, já que o lugar do poder é um lugar vazio (Claude Lefort).
Tudo isso que foi apresentado como características da democracia levando-nos a discussão, ao conflito, à divergência, os erros pelas más escolhas que acabam ocorrendo no exercício da democracia, de que um regime político opressor, repressor como o totalitarismo e o autoritarismo, que não permite aos seres humanos exercerem sua liberdade política e de expressão.
Portanto, como diz Norberto Bobbio: “É sempre preferível uma má democracia a uma boa ditadura” a democracia não se constitui como um modelo a ser seguido, mas algo que se constrói pelo dialogo, pelo enfrentamento dos conflitos de opiniões divergentes, tendo em vista o bem comum.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As conexões sem fio são uma ameaça para a saúde global?

As estatísticas oficiais mostram que cerca de 40 por cento das pessoas que dormem com o celular debaixo do travesseiro acordam à beira de uma hemorragia cerebral. Os dados alarmantes surgem de uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Trent, no Canadá, na qual afirma-se que as frequências de rádio emitidas por torres de celular e redes Wi-Fi são responsáveis por um tipo de alergia digital.
Os sintomas mais comuns da síndrome são: dores de cabeça, hipertensão, dificuldade respiratória, aumento da frequência cardíaca, dificuldade de concentração e problemas de memorização. Embora a pesquisa ainda se encontre em um estágio inicial de desenvolvimento, a alergia digital eletromagnética causada por inúmeros dispositivos eletrônicos que nos cercam todos os dias estaria gerando um número cada vez maior de pessoas sensíveis a essas frequências.

Relatórios complementares em todo o mundo dão conta do aumento significativo da poluição digital por micro-ondas e seus efeitos nocivos sobre a população planetária. Basta lembrar o recente relatório emitido pela Organização Mundial de Saúde, no qual verifica-se que os utilizadores de telefones celulares estão 50 por cento mais propensos a desenvolver um tipo de câncer denominado carcinoma.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do E.M.

FONTE:  http://noticias.seuhistory.com/node/610#sthash.irOhhy6p.dpuf

Perigo chamado “Demência digital” cresce entre os jovens

Segundo pesquisas de um grupo de cientistas sul-coreanos, a dependência entre jovens do país em relação aos aparelhos eletrônicos está causando um aumento no surgimento de sintomas relacionados a “Demência digital” um sério transtorno no desenvolvimento do cérebro, que impede o doente de se lembrar de detalhes da vida comum, entre outras capacidades cognitivas.
Esta síndrome não é nova: foi descoberta em 1990, em função da dependência da internet detectada tanto em jovens como adultos, com consequências graves como senilidade e lesões cerebrais. Na realidade, o uso excessivo da tecnologia impede o desenvolvimento natural do cérebro, comprometendo o crescimento do hemisfério direito daqueles que passam um tempo excessivo diante de computadores.

Aspectos como concentração, atenção e memória são gravemente prejudicados. Os prognósticos do futuro não são animadores, na medida em que cresce o tempo que os jovens passam diante dos terminais.

Cogitare!

Reinaldo Corrêa - Professor de filosofia do E.M.