quarta-feira, 10 de outubro de 2012


A política... Uma reflexão!

As eleições passaram, passou-se o tempo de sermos adversários políticos, é tempo de revermos conceitos, repensar atitudes, palavras, recompor-se e seguir em frente. Ao candidato eleito, terá novas responsabilidades, talvez nunca tidas em sua vida: resgatar o verdadeiro sentido da POLÍTICA, hoje tão desgastada pela corrupção e a falta de ética, em toda a esfera publica. Bem como agir com justiça para com aqueles a quem deve representar. Aos candidatos que não se elegeram, resta rever sua postura, propostas e o próprio conceito de política. Às pessoas em geral, que elegeram ou não seus representantes, saber que amizades não se destroem em três meses por não pensarem igual, que se desgastarem em redes sociais, com discursos vazios os fazem ignorantes, impedindo que a democracia e o direito de ir e vir seja exercido.
Finalizado o período eleitoral, de apresentação de propostas, de analises dos nossos futuros representantes, já fizemos a nossa escolha. Vivemos em um país democrático, temos a oportunidade de discutirmos, trocar ideias e mais, pensar diferente. Temos o direito em nosso país de escolher nossos representantes, por meio de eleições democráticas e aqui no nosso município, não é diferente e cada um fez a sua; a correta? Ainda não sabemos é preciso esperar, e acreditar que sendo ele ou não meu escolhido, está lá para representar o município inteiro, o povo pratense.
Ao nosso prefeito recém-eleito, Sassá e os vereadores, saibam que vocês têm uma responsabilidade para com cada cidadão, devem saber que todos os munícipes devam ser tratados com dignidade, independentemente da posição política que este possa ter, afinal, somos ou não livres?
A saber, a palavra política, vem do grego polis: “cidade”. Portanto, é tudo o que diz respeito aos cidadãos e ao governo da cidade, aos negócios públicos. Sendo assim, é obrigação dos representantes (prefeito e vereadores) saber que devem cuidar do bem dos cidadãos e dos negócios públicos. Quanto à justiça, assim orienta Aristóteles (filósofo clássico), a justiça refere-se às relações entre as pessoas (virtude individual, usada para consigo mesmo e para com os outros) e entre os indivíduos e o governo (virtude social), estabelecidas em leis. Portanto, pode ser uma virtude moral ou política. Sejam pessoas virtuosas no compromisso que vão assumir a partir de 1º de janeiro de 2013.
Candidatos não eleitos, já devem saber que as estratégias usadas e o modelo de governo apresentado não é a necessidade da maioria do povo. Para ser representante do povo é preciso “ser povo”, é preciso se colocar no lugar do mais simples dos cidadãos, é preciso lembrar-se das pessoas não só em períodos eleitorais, e que somos livres para fazermos nossas escolhas (eleições). Portanto, não é com ameaças, retaliações e nem com mau uso do dinheiro publico (compra de voto) que se ganha o posto de representante, ao contrário, com trabalho, respeito, amizade e principalmente ética. Fazer valer na prática o verdadeiro sentido da política.
Com relação a você eleitor, elegeu ou não seu representante, pense que você tem amigos que pensam diferente de você e mesmo os que pensam “iguais”, são livres para fazerem o que querem. Destruir amizades nesse período (eleições) os faz pessoas pobres em espírito e ignorantes. Onde fica o verdadeiro valor da amizade? Aristóteles considerava a amizade como o coroamento da vida virtuosa, possível apenas entre pessoas prudentes e justas, já que a amizade supõe a justiça, a generosidade, a benevolência, a reciprocidade dos sentimentos. Amar a si e aos amigos de maneira generosa e desinteressada “é o que há de mais necessário pra viver”. Portanto, não deixe os amigos de lado por insucesso ou sucesso nas urnas.
Aos usuários de redes sociais, aliás, também uso. Escrevemos o que queremos, não medimos palavras, nos achamos donos da “verdade” e seremos tratados do mesmo modo. Até que ponto, o desgastes pessoal com discursos vazios, sem fundamentação, vale à pena? Há entre os “ganhadores” e “perdedores (nas urnas), vocabulário medíocre, discursos dogmáticos e vazios que fazem das redes sociais, mídias da baixaria. É possível perceber que em lugares como estes, repercutem a possibilidade de não sermos livres, nem para escolher (votar) muito menos de ir e vir, que já somos julgados, taxados com adjetivos que mostram o caráter de quem os coloca.
Portanto, alguns reclamam que não são livres, mas ao que parece são os primeiros que não querem deixar o “outro” ser livre. Afinal, a liberdade é construída na relação com os que enfrentam os mesmos problemas e desafios. Você esta a mercê disso?

Cogitare!

Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.