Outro
dia conversávamos na escola sobre o 7 de setembro, muitos questionamentos
surgiram: qual o verdadeiro sentido deste dia, virou meras comemorações, o que
de fato aconteceu nesse dia, independência de quê? Hoje, as crianças sabem
mesmo o que foi esse dia na nossa história, o que representou o grito de Dom
Pedro I “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”! E hoje, esse grito ainda ecoa? Ou foi
silenciado por falsas comemorações, de um povo alienado que prefere falsos
discursos ao invés de reflexões sobre nossa realidade social e econômica.
É
claro, que a partir dessas reflexões, penso ser necessário não sermos
coniventes com propostas festivas (meros discursos, desfiles em praça pública,
etc.) para esta data tão significativa, é preciso GRITAR, dar a CARA PRA BATER,
mostrar que há algo pelo qual precisamos. Queremos a nossa INDEPENDÊNCIA, porque há
falta de saúde, educação de qualidade, moradia digna, transporte, trabalho e
tantas outras coisas.
Festejar
como uma forma de relembrar um GRITO que mudou nossa história é necessário, mas
antes disso, lembrar que aquele foi o primeiro de tantos outros GRITOS que
precisamos dar para que o nosso Brasil se torne melhor, por isso, a semana da
PÁTRIA, não é somente um momento de cantar o HINO por cantar. Não devemos ficar
“DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLENDIDO”, mas de mostrar que “VERÁS QUE UM
FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA” e é nesse sentido que o dia da nossa independência
não pode ser mais uma comemoração onde autoridades políticas vão discursar em
palanques sem ter clareza da verdadeira democracia representada por milhões de
brasileiros, que é cheia de conflitos, que não concorda, que busca melhorias,
que sente a necessidade de ser ouvida.
Portanto,
pra esse dia 7 de setembro, dia da INDEPENDÊNDIA DO BRASIL, o que realmente
anseia por liberdade e independência? Afinal, nesse dia PELO QUÊ VOCÊ QUER
GRITAR? Pense nisso!
Cogitare!
Reinaldo
Corrêa – Professor de Filosofia do EM.
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