Partindo
do principio que os regimes autoritários e autoritários são o avesso da democracia,
sabemos que por mais que nossa democracia não seja perfeita, ainda é melhor e
mais preferível que uma ditadura. O poder na democracia é legitimado pela
vontade da maioria (povo), já nos regimes totalitários e autoritários e, por
conseguinte nas ditaduras, o poder depende do prestigio e da força dos que a
possuem. Assim, ambos cerceiam as liberdades individuais, exercem censura e
dispõe de aparelho repressivo.
Na
democracia o poder pertence ao povo (demos “povo”; kratia ou kratos que
significa “poder”, “autoridade”), assim democracia como “governo do povo”,
“governo de todos os cidadãos”. Por mais que ela não seja perfeita, e, portanto,
uma má democracia ela ainda nos da opção de exercer o conflito, a abertura e a rotatividade como afirma Marilena Chauí
no livro Cultura e Democracia. Conflito,
porque o divergir é inerente à sociedade, por isso, a discussão, o confronto,
etc. Já a abertura na democracia, significa que a informação circula livremente e a cultura não é privilégios de
alguns. E por último a rotatividade,
onde todos têm os mesmos direitos, até mesmo de participar do poder, já que o
lugar do poder é um lugar vazio
(Claude Lefort).
Tudo
isso que foi apresentado como características da democracia levando-nos a
discussão, ao conflito, à divergência, os erros pelas más escolhas que acabam
ocorrendo no exercício da democracia, de que um regime político opressor, repressor
como o totalitarismo e o autoritarismo, que não permite aos seres humanos
exercerem sua liberdade política e de expressão.
Portanto, como diz Norberto Bobbio: “É sempre preferível uma má democracia a uma boa ditadura” a democracia não se constitui como um modelo a ser seguido, mas algo que se constrói pelo dialogo, pelo enfrentamento dos conflitos de opiniões divergentes, tendo em vista o bem comum.
Portanto, como diz Norberto Bobbio: “É sempre preferível uma má democracia a uma boa ditadura” a democracia não se constitui como um modelo a ser seguido, mas algo que se constrói pelo dialogo, pelo enfrentamento dos conflitos de opiniões divergentes, tendo em vista o bem comum.
Cogitare!
Reinaldo Corrêa - Professor de Filosofia do EM.
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