quarta-feira, 20 de março de 2013

EDUCAÇÃO INTEGRAL.


Só faz sentido pensar na implantação de escolas de tempo integral, se considerar uma concepção de educação integral com a perspectiva de que o horário expandido represente uma ampliação de oportunidades e situações que promovam aprendizagens significativas e emancipadoras. Porque não dá pra cair no mesmo erro de acabar sendo um abrigo de correção dos problemas sociais.
Como afirma o texto “as premissas de Darcy Ribeiro para a generalização do modelo Ciep de escola em tempo integral e as características de sua implantação falharam, pelo forte apelo de projeto de "escola abrigo" para as camadas populares”. Opinião da autora Zaia.
A autora propõe a escola de tempo integral como melhoria da educação, centrada no respeito à especificidade social da instituição que oferece ao cidadão uma escolaridade de qualidade, acesso aos conhecimentos legitimados pelos currículos dos sistemas escolares.  Com um desejo legítimo da população marginalizada de ter acesso aos instrumentos culturais e sociais que lhes garantam a cidadania escolar. Uma política comprometida com o direito à educação deveria, inclusive, indicar que os efeitos dela na superação das desigualdades sociais dependem de outras políticas sociais no plano da saúde, habitação, trabalho, segurança, etc.
Para que a escola de tempo integral caminhe na direção de um ensino de melhor qualidade, não basta que ela seja um recurso destinado aos estudantes: é preciso que ela incorpore professores em regime de tempo integral, obviamente com salários e condições de trabalho compatíveis com o regime de dedicação exclusiva em uma instituição.
Segundo a autora o tempo integral parece ser uma condição de cidadania escolar para crianças e jovens que são, até hoje, penalizados pela baixa qualidade do ensino que o sistema público lhes oferece, apesar das honrosas exceções. É preciso, no entanto que não se perca o horizonte da especificidade da instituição escolar e que não se descure da qualidade de instalações e equipamentos didático-pedagógicos que tornam o espaço escolar um ambiente rico de possibilidades de aprendizagem, seja para os alunos, seja para os professores e as equipes administrativas.
Por fim, creio que a educação em tempo integral seja um bem para a sociedade, desde que, ofereça condições, tanto para os alunos quanto para os professores. Uma educação de qualidade significa melhorar a vida de cada brasileiro. Não podemos cair no erro de se tornar uma escola assistencialista que acaba deixando de lado a educação para resolver problemas sociais, devemos sim usar a educação para resolver os problemas sociais.          
Devemos, ainda, considerar que as classes média e alta têm meios de proporcionar uma educação ampliada a seus filhos, mediante a matrícula em estabelecimentos de ensino privado. Portanto, cabe a nós enquanto educadores a discussão sobre que escola de tempo integral queremos, e a partir daí fazer a pratica acontecer.

Cogitare!
Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.

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