quarta-feira, 20 de março de 2013

A TERRA NÃO É O CENTRO DO UNIVERSO

Uma pessoa que simplesmente olha pra o céu tem a impressão de que a Terra está parada, enquanto estrelas e planetas giram ao redor dela. Talvez por isso, esse tenha sido o modelo de universo usado pelos humanos durante boa parte de nossa história.
Apesar de o heliocentrismo ― modelo que define o Sol como centro do universo ― ter sido proposto pela primeira vez no século IV a.C., por Aristarco de Samos, ele só começou a ser aceito durante o século XVI, quando apresentado pelo matemático renascentista Nicolau Copérnico.
Mais tarde, esse modelo foi aperfeiçoado por Johannes Kepler e, depois, confirmado por Galileu Galilei, graças às melhorias que o “Pai da Ciência Moderna” implementou ao telescópio. Posteriormente, novas descobertas foram feitas e o que se conhecia por “universo” continua sendo expandido até hoje.

IRRITANDO AS AUTORIDADES DA ÉPOCA
O heliocentrismo entrou em choque com autoridades religiosas em diversas etapas de nossa história. Mesmo Aristarco de Samos, que não chegou a atrair muita atenção com sua teoria, acabou sendo citado em um dos diálogos de Plutarco como alguém que deveria ser punido com impiedade. O crime? Perturbar as fundações do universo com as  ideias de que a Terra se move e gira em torno de seu próprio eixo, enquanto o céu permanece parado.
Mas o grande mártir desse avanço científico foi Galileu Galilei, convocado inúmeras vezes pela Igreja Católica para dar explicações sobre seus estudos, que contrariavam as escrituras sagradas. Galilei acabou sendo condenado à prisão domiciliar pelos últimos anos de sua vida, tendo cometido o suposto crime de heresia.
Felizmente, o julgamento de Galilei não conseguiu barrar a ideia heliocentrista, e o modelo continuou ganhando espaço na comunidade científica da época. Mas ainda hoje há quem duvide do fato de que a Terra se move.
De acordo com a Reuters, 32% dos russos acreditam que o Sol gira em torno do nosso planeta. Nos EUA, a proporção é de um defensor do modelo geocentrista para cada cinco americanos, como conta o The New York Times. Infelizmente, não encontramos estatísticas sobre o Brasil.

FONTE: http://megacurioso.com.br/


Cogitare!

Reinaldo Corrêa – Professor do E.M de Filosofia.


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